São 00:48 agora e eu acabei de ver um dos filmes mais lindos da minha vida.
Hoje eu passei o dia com a mamãe, estava no carro com ela quando passamos por um desses malabaristas que ganham a vida no semáforo. Começamos a conversar sobre isso, sobre as pessoas que vivem nas ruas e alguns projetos sociais que existem e o quanto gostaríamos de trazer isso pra nossa cidade. Foi nessa hora que ela me disse: "eu assisti um filme lindo esses dias no Netflix, "Uma boa mentira", que leva esse tema para as telinhas."
Confesso que não via a hora de poder parar uns minutinhos e assistir esse filme.
Em “A Boa Mentira” Philippe Falardeau dá vida à história da sua sobrevivência e do seu triunfo, Reese Witherspoon é a protagonista. No filme estão presentes os sudaneses Arnold Oceng, Ger Duany, Emmanuel Jal e a estreante Kuoth Wiel, alguns dos quais foram também filhos da Guerra e viveram momentos traumáticos não muito diferentes dos mostrados no filme.
Ao chegar a Kansas City no Missouri são recebidos por Carrie Davis, uma consultora de uma agência de emprego que foi recrutada para os ajudar a arranjar trabalho — uma tarefa nada fácil quando coisas como interruptores ou telefones são completamente novas para eles.
Apesar de Carrie ter conseguido manter-se afastada de qualquer ligação sentimental estes refugiados, que necessitam desesperadamente de ajuda para conseguir viver no século XXI e reconstruir as suas vidas destruídas, necessitam precisamente de afeto. É assim que Carrie embarca num território também para si desconhecido, com a ajuda do seu chefe Jack.
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Eu chorei nos 30 primeiros minutos do filme, e nos 90 minutos restantes. Quando um filme logo no começo me deixa de coração mole, aí já era. Sabe quando você sente a tristeza do personagem? Mas ao mesmo tempo, sente toda a alegria? O filme fez isso comigo. E você lembra que é inspirado em fatos reais, e que existem pessoas que passaram e que passam por tudo aquilo. Você tem um momento de querer pegar um avião, ir até o Sudão e resolver todos aqueles problemas.
O filme traz uma realidade pra nossa vida.
Quando um deles aponta para o Símbolo do Mc Donald´s e perguntam " O que é isso?", quando o telefone toca e eles não fazem a mínima ideia do que fazer, e a reação deles ao ver as pessoas jogando comida fora.
Me emocionei demais, e indico esse filme pra todo mundo.
Vou deixar o Oscar da minha vida com esse filme.



